VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA EM TODAS AS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Foz do Iguaçu nunca registrou casos da doença, mas sempre foi área de recomendação da vacina por conta da localização geográfica

Postada em 19 jan 2018

Todas as 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Foz do Iguaçu disponibilizam, gratuitamente, a vacina contra a febre amarela. Com o aumento no número de casos da doença no Brasil, a procura pela dose tem aumentado consideravelmente na cidade. No entanto, não há motivo para pânico, já que Foz não é área de risco, nunca registrou casos da doença e está fora do alerta do Ministério da Saúde para receber a campanha de vacinação.

“Foz sempre foi área de recomendação da vacina devido à localização geográfica, e por isso, as doses sempre estiveram disponíveis nas unidades, em qualquer época do ano”, explicou a enfermeira do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Adriana Izuka. “Desde que alguns casos da doença foram identificados em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e a imprensa começou a divulgação, o movimento nas unidades aumentou bastante, mas a população pode ficar tranquila, porque não existem, nem nunca existiu casos da febre amarela em Foz”, enfatizou.

VACINA

Como explicou a enfermeira, o município fornece a dose completa da vacina, por isso, quem já se vacinou, alguma vez na vida, já está imunizado. Aqueles que não se vacinaram ou não possuem o comprovante, podem receber a dose normalmente.

“Uma dose da vacina é suficiente para imunizar uma pessoa pela vida toda. Se ela não lembra que tomou ou não tem comprovante, pode tomar de novo”, orientou Adriana.

A vacina é disponibilizada para crianças a partir de 9 meses até adultos com 59 anos. Idosos a partir de 60 anos recebem a dose somente com indicação médica por conta dos efeitos adversos. Ela é contra indicada a gestantes, lactantes, imunodeprimidos e pessoas alérgicas a gema de ovo.

Os horários das salas de vacinas estão disponíveis no portal da Saúde: Clicando aqui!

MACACOS

A Secretaria de Saúde volta a esclarecer que macacos não transmitem a doença, e sim o mosquito. Na verdade, três: Haemagogus e Sabethes, que propagam a doença nos meios rurais e silvestres, e o Aedes aegypti, transmissor nas zonas urbanas. No entanto, não são registrados casos urbanos da doença no Brasil desde 1942. A transmissão de pessoa para pessoa também não existe.

De acordo com o veterinário e coordenador do CCZ, Carlos Santi, os animais representam apenas um alerta às autoridades de saúde quanto à incidência da doença em áreas silvestres. “Os macacos ajudam a saber se o vírus está circulando na região, por isso, são chamados de sentinelas. Eles são mais sensíveis à doença do que os humanos e seu adoecimento pode indicar risco de transmissão da doença para a população”, reiterou Santi.

É importante realizar a vigilância de macacos mortos ou doentes, sejam eles de vida livre ou de cativeiro (mantidos como animais de estimação ou em zoológicos). Mesmo que seja apenas um “rumor”, todo adoecimento ou morte de primata deve ser notificado às Secretarias Municipal ou Estadual de Saúde.

Não se deve capturar ou deslocar o animal, apenas monitorá-lo à distância, nem permitir que outros animais (como cães e gatos) cheguem perto do macaco. Deve-se informar imediatamente uma autoridade sanitária sobre a situação encontrada. Qualquer cidadão tem o dever de notificar a uma autoridade de saúde.

Os telefones para contatos são: 0800 643 8484 ou 3545-7123.
AMN

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